quarta-feira, 31 de março de 2010

Um olhar voltado aos professores.

Durante todo o curso de Letras Vernáculas, discutíamos bastante sobre a formação do professor, haja vista que estávamos sendo “formados” para exercer o papel de educadores. Questões como o hábito de leitura e escrita dos educadores sempre foi um dos pontos mais debatidos, na verdade podemos perceber que esse debate é feito com o propósito de investigar, verificar a postura do professor, a formação que ele tem recebido. Daí surge modelos idealizados de professor, modelos estes que nem sempre condizem com a realidade, pois como já estamos cansados de saber, a articulação entre a teoria e a prática também ficou no campo do ideal, e não do real.

Um perigo nesse tipo de investigação é a generalização do sujeito professor, porque ao tentar analisar a formação e a prática docentes como se elas fossem comuns a todos os professores, acabam esquecendo-se das necessidades de cada um. Da mesma forma que precisamos trabalhar com os nossos alunos pensando nas peculiaridades de cada um, é importante que as ações tomadas em torno da formação de professor, leve em consideração as diferenças não só profissionais, mas também pessoais e sociais dos professores. Ludmila Andrade (2004) coloca que os profissionais responsáveis pela investigação educacional devem saber quem é o professor, pois nessa tarefa é preciso considerar a natureza dos saberes, os tipos de reflexão e a prática de cada docente.

Segundo José Sacristán (2006) a investigação educativa não tem se preocupado com a realidade profissional, e nem com as condições de trabalho vividas pelos professores, mas sim dando espaço aos inúmeros discursos existentes. Tudo isso não quer dizer que não devamos refletir sobre as práticas docentes, pelo contrário, é analisando a atualidade que conseguimos traçar metas para a melhoria do futuro, e no campo da educação a necessidade de melhorias é constante.